Políticos e empresários estariam insatisfeitos com a demissão de indicados para cargos na AROM.
A Associação Rondoniense de Municípios (AROM) está no centro de uma polêmica que expõe um possível esquema de favorecimento e apadrinhamento político. O presidente da entidade, Hildon Chaves, convocou uma assembleia geral para o dia 1º de abril, onde pretende apresentar as contas da instituição, incluindo despesas, receitas e contratos firmados desde o início de sua gestão, em maio de 2023.
No entanto, sua decisão de exonerar pelo menos 10 pessoas ligadas a políticos e empresários do estado gerou uma forte reação contrária. Segundo informações, esses cargos teriam sido concedidos a pessoas indicadas por prefeitos do interior, resultando em um possível ambiente de apadrinhamento dentro da AROM.
De acordo com as informações, a entidade também estaria enfrentando problemas financeiros herdados de administrações anteriores. Um dos casos mais emblemáticos envolve uma ação trabalhista de R$ 40 mil mensais, a ser paga até julho deste ano, em razão de uma exoneração irregular realizada durante a gestão do ex-presidente Célio Lang. Esse episódio faz parte de uma série de processos judiciais que oneram a associação.
A crise se agravou quando o ex-prefeito Charles Gomes, que já ocupou cargos de diretoria na AROM, teria iniciado articulações para tentar minar a atual presidência, em resposta às mudanças implementadas por Hildon. O caso levanta questionamentos sobre a real função da AROM e se a entidade tem sido usada como um "cabide de empregos" para aliados políticos.
A reunião da próxima terça-feira será decisiva para esclarecer os rumos da associação e revelar se há, de fato, um possível esquema de favorecimento que compromete sua gestão.
Fonte: Rota Mamoré com informações do Rondoniagora
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